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Quantos fofoqueiros são necessários para substituir uma
lâmpada queimada? Três: um para realizar a tarefa
operacional e reclamar pela lâmpada ter queimado e dois para
colocar em prática o vírus com comentários negativos sobre a
roupa de quem está trabalhando, a maneira como subiu e
desceu da escada e posteriormente, provocar comentários de
como ficou o resultado da iluminação.
O vírus da fofoca pode ocorrer nos locais mais diversos com
pequena ou grande quantidade de pessoas, em locais
inusitados e quando um trabalhador demonstra expressiva
dificuldade em acolher as mudanças que lhe são impostas,
seja pelo ambiente profissional em que está inserido, ou
ainda, pela forma como os outros colaboradores se
relacionam, disseminando entre os colegas que o problema
frequentemente está na empresa, na gestão, na liderança, nos
equipamentos ou em algum outro fator externo. O antivírus é
a ação de não levar adiante uma fofoca, prezando em
valorizar a cooperação e
estimular a proeminência do companheirismo.
Dar ouvidos a um fofoqueiro pode trazer consequências
tristes
– Lamentavelmente, o fofoqueiro é ainda um personagem
garantido em muitas organizações e continuamente, lança o
vírus da fofoca fazendo com que inúmeros profissionais levem
consigo experiências negativas de empresas onde a fofoca
gerou situações constrangedoras. Inúmeros desligamentos e
afastamentos de locais de trabalho foram solicitados, em
decorrência da dificuldade de adaptação à cultura
organizacional e aceitação aos colegas que frequentemente
usavam da fofoca para buscar promoções e prejudicar o
crescimento de um colaborador. Observe que há pessoas que
ficam incomodadas com o sucesso de outras pessoas e acabam
não controlando a língua. Há pessoas que aborrecidas, acabam
disseminando o vírus da fofoca ao descobrir que você
conquistou o primeiro lugar em uma competição, ingressou na
universidade, iniciou um curso superior ou realizou uma
conquista pessoal. Dar ouvidos a um fofoqueiro pode trazer
consequências tristes, pois no momento de tirar os fatos a
limpo, você pode ser considerado o culpado da história.
É momento de acionar o antivírus para combater a fofoca
– Quando um colega de trabalho falar que a “boca é um
túmulo” utilize o antivírus e realize o combate da fofoca.
Detecte o vírus quando um intrigueiro somente fala mal dos
outros, dissemina a discórdia e não é capaz de avaliar as
falhas cometidas. O antivírus é acionado e entra em ação,
quando a equipe de trabalho percebe que os resultados
coletivos estão sendo prejudicados em decorrência da
maledicência e dos boatos gerados por um ou mais integrantes
da empresa. Para realizar a remoção do vírus, a liderança
não pode usar intermediários. Deve solicitar uma reunião e
de maneira enérgica colocar ponto final na situação. É
momento de acionar o antivírus para combater a fofoca e
compreender que o vírus pode ser disseminado por falta de
experiência, entretanto, o fofoqueiro que recebeu uma dose
de antivírus, foi alertado e já está avisado sobre o
assunto.
A etiqueta corporativa abrange respeito aos demais colegas
– Você foi convidado para um almoço por um colega de
trabalho. Durante o encontro constata que o assunto
principal é a disseminação do vírus da fofoca sobre outros
colegas da empresa. Qual a sua conduta? Primeiramente é
necessário demonstrar e deixar evidente que você é uma
pessoa educada e profissional, agradecendo o convite do
almoço. Em seguida é necessário indicar que a etiqueta
corporativa não é algo fútil e seu alcance está além de
distinguir entre um garfo de salada e o do prato principal.
Acione o antivírus e mostre que não há interesse algum da
sua parte, na continuidade da conversa sobre este assunto.
Observe que a etiqueta corporativa abrange respeito aos
demais colegas, principalmente, quando estes não estão
presentes. O clima organizacional perde com a fofoca através
do vírus destrutivo do respeito ao próximo.
Normalmente o fofoqueiro é o locutor oficial do programa
“disse-me-disse” da “rádio peão” ou da “rádio corredor”
(rede informal de comunicação transferida sem controle) e
além de veicular intrigas e boatos, disponibiliza parte do
seu tempo para ações improdutivas e deixa de realizar
contribuições para o crescimento da empresa. Quando um
colega de trabalho entrar na sala e anunciar: “Vocês sabem
da última?”, imediatamente fique atento e acione o
“antivírus do detector de fofocas”, pois certamente, você
estará ouvindo mais uma informação sem que os principais
envolvidos estejam presentes.
* Dalmir Sant’Anna
– Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em
Gestão de Pessoas, Bacharel Comunicação Social e Mágico
profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais" (3ª
edição, editora Odorizzi), Visite o site:
www.dalmir.com.br
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